NOSSA HISTÓRIA

Desde 1942 fabricando máquinas

 

Em Mogi das Cruzes, município do Estado de São Paulo, a Avenida João XXIII encontra-se parcialmente fechada por conta de um caminhão de grande porte que acabara de sair da garagem, o motorista mostra habilidade ao volante e logo segue em direção ao Nordeste, transportando mais um equipamento fabricado pela Vitor Ciola. Fundada em 1942, com 18m² era chamada de Oficina Mecânica Vitor Ciola. Durante estes 70 anos foi necessário muito jogo de cintura para enfrentar todas crises pelas quais nosso país passou, mas com determinação chegamos até hoje com solidez e credibilidade no mercado.

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O FERRAMENTEIRO

Em 1929Vitor Ciola® , fundador da empresa que carrega seu nome, saiu da região norte da Itália, com 23 anos de idade, veio para o Brasil em busca de novas oportunidades. A família apostou na agricultura até 1933, em um sítio em Mogi das Cruzes. Como o negócio não atingiu o objetivo esperado,Vitor Ciola® e seus irmãos seguiram para a capital de São Paulo. Antes de fundar a empresa,Vitor Ciola® trabalhou como socorrista de automóveis, funcionário de uma importante retifica de motores e também como ferramenteiro. Aos 35 anos, o italiano, que já estava há mais de dez anos no Brasil, queria se estabelecer. Para isso, fez um pequeno torno nos fundos de sua casa e alugou uma oficina na Rua Luiz Gama, no bairro do Cambuci e assim nasceu a Oficina Mecânica Vitor Ciola, mais tardeVitor Ciola® Indústria de Máquinas Ltda.

“Meu pai, minha mãe e eu morávamos em cima da oficina, onde tinha dois quartos. Embaixo, meu pai trabalhava em uma garagem de carro um pouco mais comprida, onde construía as máquinas”, relembra José Vitório , o filho mais velho de Vitor.

Com apenas cinco anos, José Vitório era ajudante geral de seu pai. Não demorou a ser torneiro e fresador, trabalhando na ausência de algum funcionário. Vitório lembra que estudava no período da manhã e auxiliava na oficina na parte da tarde. “Eu também trabalhava nas férias”. Lembro-me de um dia em que estava pronto para jogar bola e tive de trabalhar. Vitor Ciola não comercializava mais ferramentas. Isso porque havia época em que tinha muita demanda, porém, também existiam períodos em que não tinha serviço algum a ser feito. Fabricar máquinas foi a solução encontrada para não sofrer com a falta de pedidos. Além do primeiro torno para uso próprio, produziu tornos de bancada, prensas e balancins – que possibilitavam a confecção de joias -, e pantógrafos automáticos para redução de cunhos – que gravavam em medalhas, moedas, crucifixos, bijuterias, entre outros objetos de relevo de pouca altitude.

A empresa surgiu durante o período da 2ª Guerra Mundial, fato que ocasionou considerável aumento de vendas.

“Meu pai falava que colocava um anúncio de duas linhas no jornal Diário Popular e aparecia uma fila de gente para comprar. Na época, não tinha como importar, os navios não navegavam no Atlântico”, conta Vitório.

O TEMPO…

Nos anos 1950, a Vitor Ciola iniciou a fabricação de pantógrafos tridimensionais e de coluna, utilizados em ferramentarias em geral. A partir daí, a especialização em sistemas de gravação criou um rumo para a empresa, ditando o seu DNA. A fábrica progredia consideravelmente até que, em 1966, percebeu-se a necessidade de um espaço maior para trabalhar. Instalou-se então na Rua da Independência, no mesmo bairro, mas com 150m² de área total. Nesse período, contava com cerca de dez funcionários. Não demorou muito tempo para outra mudança de ares. Em 1980, a demanda exigia um local maior ainda para a fabricação das máquinas. Vitor Ciola não teve dúvidas ao escolher a região de Mogi das Cruzes, pois adorava cultivar e mantinha a propriedade rural comprada em 1929, na chegada da família ao Brasil. A terceira geração não demorou a seguir os passos de Vitor e José Vitório.

Um ano após a empresa mudar para Mogi, José Eduardo Ciola, aos 14 anos, já auxiliava na administração, produção e desenho técnico. Em 1987, antes de a fábrica completar 45 anos de fato, o fundador veio a falecer aos 80 anos de idade. José Vitorio passou a dirigir a fábrica, conforme o desejo implícito de seu pai. A responsabilidade era enorme, mas o rapaz de 44 anos, formado em Engenharia Industrial modalidade mecânica na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), conhecia a técnica e procurava sempre acompanhar o mercado. José Eduardo também se preparou para fazer parte da Vitor Ciola.

Engenheiro mecânico formado pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), em 1989, hoje ocupa o cargo de diretor Comercial da Vitor Ciola. Dedicado, José Vitório visitou por diversas vezes eventos de máquinas em países como Itália e Estados Unidos. Vitório enxergou a oportunidade de trazer equipamentos computadorizados de gravação ao Brasil, importando máquinas de uma empresa americana – atualmente conhecida como Vision – nos anos de 1994 e 1995. Em 1996, a Vitor Ciola começou a importar máquinas a laser americanas e austríacas, sendo uma das pioneiras a comercializar o produto no Brasil.

“Vendemos aproximadamente 50 máquinas, mas deixamos de trabalhar com a tecnologia laser, pois não nos sentíamos confortáveis por não fabricarmos os equipamentos e pela falta de domínio completo na assistência técnica, diferente do que ocorre com a nossa linha atual de máquinas”, explica Eduardo.

Para o diretor, representar uma máquina é interessante, mas há alguns pontos que deixam a desejar. “Quando ocorre uma quebra, a assistência técnica fica prejudicada, pois demora mais tempo. Às vezes, o fabricante quer que troque uma peça inteira e não ensina como consertar o problema, o que não é bom para a assistência técnica e nem para os clientes”, relata.

EVOLUÇÃO DA MARCA

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Nossas Máquinas

A Vitor Ciola passou a fabricar a sua primeira máquina fresadora por CNC em 1999, com o surgimento da linha Sculptor. O modelo 1011, com área de trabalho de 1.000mm x 1.100mm, foi desenvolvido para atender às necessidades dos signmakers e para outras finalidades como, por exemplo, a fabricação de moldes. Já nos dias de hoje, a empresa oferece modelos com área de trabalho de 700mm x700mm a 2.100mm x 3.060mm, indicadas para sinalização, modelação, prototipagem, ferramentaria leve e fabricação de móveis. Em 2003, a empresa apresentou a linha Genesis, equipamentos para corte de chapas metálicas por meio de jato de plasma. “Temos uma demanda muito alta para as routers, por isso a linha de plasma não é nossa linha principal de fabricação, mas mantemos a tecnologia plasma porque tem correspondido”, afirma Eduardo. Atualmente, a fábrica monta modelos com área de trabalho de 1.600mm x 3.100mm a 2.600mm x 6.100mm. A linha mais recente lançada pela Vitor Ciola é a Scriba, criada especialmente para atender o mercado de comunicação visual. Fabricada em 2008, bateu recorde de vendas no ano seguinte com 20 máquinas comercializadas em seis meses. Hoje, a Scriba é composta por diferentes modelos, sendo a Scriba 2051 a router mais recente.